quinta-feira, abril 07, 2011
Vento, céu e estrada.
O céu estava lindo aquela noite. Sem nuvens, uma grande Lua cheia e as poucas estrelas que conseguiam sobressair entre as luzes da cidade. Não resisti e fui até o quarto. Coloquei meus jeans, uma blusa qualquer, minha jaqueta e bota de couro, peguei as chaves e saí. Na rua, uma brisa agradável. Mas brisa para mim era pouco. Eu queria mais. Subi na minha moto, dei a partida e saí sem rumo. Éramos só eu, o vento, o céu e a estrada, e afinal, era só isso que eu precisava. Eu não pensava onde ía, apenas seguia a estrada ignorando os limites de velocidade e aproveitando cada curva que aparecia. Acabei achando uma estradinha pelo caminho e a segui sem ter idéia de onde me levaria. Fomos descendo eu e a moto como se fôssemos uma até chegarmos a uma praia bem pequena que parecia ter sido esquecido pela humanidade. Dessa vez era o mar que me chamava. Mas não para nadar em suas águas, mas para contemplar sua beleza. Estacionei e comecei a caminhar pela areia solta. Encontrei um tronco velho e sentei-me nele para poder olhar as ondas do mar indo e vindo em seu ciclo contínuo e incansável. A única iluminação ali era da Lua e as estrelas, que aqui apareciam em montes de maneira que era até difícil de identificar as constelações. Acabei adormecendo ali. Deitada na areia, ouvindo o som do mar e sendo observada pelas estrelas. Despertei com o Sol forte que brilhava na manhã seguinte, fazendo com que o mar reluzisse com todo seu esplendor. E mais uma vez a estrada parecia convidativa. Bati a areia da minha roupa, subi em minha moto e continuei em frente. Sempre em frente sem nunca olhar para trás. Deixando tudo no passado e eu e minha moto vivendo apenas de vento, céu e estrada. Pois afinal, era só o que eu precisava.
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