terça-feira, março 01, 2011

Ruína

O dia pode ter amanhecido ensolarado. Tudo estava bem até aquele momento. Uma palavra, uma memória... Algo aconteceu... Algo foi lembrado... E esse algo desencadeou tudo que ela guardava, tudo que ela sentia. O Sol podia continuar brilhando lá fora, mas pra ela era como se aquele brilho representasse o toda sua ruína. Todos na rua, despreocupados, aproveitando o bom dia com aqueles que gostam. Todos lá fora... Sempre lá fora e ela do lado de dentro. Por opção, falta de opção, uma junção dos dois que sempre resolviam trabalhar em conjunto para confundir mais sua mente. Aquela dor tão conhecida insistia em voltar nos piores momentos... E as vezes também nos melhores, os estragando e deixando-a no chão por onde todos passavam mas não a viam. E a dor só aumentava. Ela se sentia sufocada, apesar do oxigênio passar pelo seu corpo sem nenhuma obstrução. Ela sentia um peso sobre seu peito. Sua cabeça rodava e a visão turva pelas lágrimas só pioravam a situação. Nada fazia aquilo melhorar. Nada poderia ajudá-la naquele momento. A dor cada vez maior a fazia ficar deitadacom todo tipo de pensamento pela mente. Solidão, desespero... Seu futuro não passava de uma mancha preta a sua frente. Ela não via nada. E um pensamento insistia em voltar à sua mente. 'Porque não?', ela pensava. E apesar do veneno e a garrafa de vodka em sua mão, ela não conseguia. A solução para sua dor estava bem ali, mas ela apenas não agia. Covardia... Às vezes a covardia ataca quandoa coragem é mais necessária.

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