sábado, fevereiro 05, 2011
Vingança
Vestindo jeans, All Star e jaqueta de couro, com passos orgulhosos, ela saiu pela porta da frente carregando uma grande mochila nas costas. Em uma mão, um violão dentro de uma case, na outra, uma caixa de fósforos. Ao chegar na esquina ocorre uma grande explosão no lugar de onde ela saiu. Estilhaços voavam pelo céu, as pessoas saiam nas portas e janelas para verem o que tinha acontecido, mas todo esse caos não a afetava. Ela apenas continuou andando, virou a esquina e seguiu seu caminho. Esse era só o começo de sua vingança. Um caminhão de bombeiros passou a toda velocidade entrando na contra-mão e tendo dificuldade para entrar na rua estreita onde a explosão acontecera. Já era a terceira rua esquina que ela virava, mas a distância não impediu que o som da segunda e maior explosão fosse ouvida com perfeição. Ela acendeu um cigarro e continuou caminhando devagar como se não houvesse nada de errado. Chegou a seu segundo destino. Parou em frente a um grande carro, um jipe moderno. Tirou o canivete do bolso e só por prazer riscou o toda a extensão do carro. Após fazer isso, ela colocou a mochila no chão e de dentro tirou uma garrafa. Colocou novamente a mochila nas costas e despejou o líquido no chão e em cima do carro. Voltou a seguir seu caminho deixando um rastro de líquido ainda por uns metros. Jogou a garrafa no chão, virou as costas e voltou a andar jogando a ponta do cigarro por cima do ombro. A brasa caiu em cima do líquido provocando uma chama que seguiu pelo rastro atingindo o carro o incendiando. Ela continuou andando e depois de um tempo a terceira explosão do dia aconteceu, e novamente, não causou nenhum efeito nela. Chegou a uma loja de artigos orientais. Entrou, pegou uma katana, deu meia volta e saiu como se o objeto pertencesse anteriormente a ela. Os funcionários a viram saindo com a espada, mas não ousaram impedir. O que ela levava na cintura era intimidante para que qualquer que pensasse em a enfrentar. Chegou a seu terceiro destino. O lugar onde ela sabia que encontraria todos os moradores da casa que explodira. Apoiou o violão em uma parede e ao seu lado, sua mochila. Em uma mão, ela tinha a katana agora fora de sua bainha e na outra, uma Desert Eagle completamente carregada e pronta para ser usada. Dois tiros no chão e ela conseguiu chamar a atenção de todos presentes. Medo e pânico podia ser visto nos rostos das pessoas no recinto. Do chão, a arma passou a ser apontada para as pessoas. Tiros certeiros atingiam braços e pernas, deixando as pessoas feridas mas incapazes de fugir. Mas isso foi apenas o começo da diversão. A Eagle voltou para a cintura e agora o brinquedo era a espada. Manejada com prática e precisão, ela cortava o ar arrancando cabeças e outros membros. Agora havia sangue respingado por toda sua roupa, mas isso era como uma droga para ela. Ao ver o cenário que montara, seu corpo entrava em êxtase de prazer. Do bolso da calça de um dos corpos, ela pegou as chaves de um carro e aproveitou também uma parte da blusa desse corpo para tirar o sangue que cobria toda a lâmina da espada. Guardou-a em sua bainha, colocou mochila nas costas e carregando o violão saiu do lugar. Entrou no carro correspondente as chaves, acomodou seus pertences no banco do carona, ligou o motor e partiu para uma nova jornada.
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