domingo, junho 20, 2010

Escuridão

Quando eu entrei, o lugar estava em completa escuridão. Ela se encontrava em um canto deitada em um colchão velho, enrolada no edredon com o laptop desligado ao seu lado. Ela parecia não sair daquele quarto a dias. A acordei, e ela me fitou com um olhar vazio. Era como se a vida dela tivesse sido tirada a força. A ajudei a levantar, e com dificuldade ela entou. Podia-se notar que ela estava a dias sem comer. Me direcionei a uma janela para abrila, mas ela protestou. A luz do Sol não a agradava. Tirei da mochla umas barras de cereais que carregava comigo, e apesar da relutância, a forcei-a a comer pelo menos um pouco. Fiz com que ela ficasse de pé e a conduzi até a porta. A abri. Tentei levá-la até o lado de fora, mas falhei nessa tarefa. Ela não queria sair. Ela não queria ir a lugar algum. Com o pouco de força que tinha, ela me empurrou para fora, trancando a porta às minhas costas. Pude ouvir eal rastejando de volta ao colchão. Ela não queria ninguém. Ela apenas queria passar a eternidade sozinha. Ela só queria desaparecer para sempre.

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