segunda-feira, junho 28, 2010
Livro
O livro que antes era mantido trancado e escondido encontra-se agora a vista e com as páginas cada vez mais abertas.
Palavras
Não sei para o que aquelas palavras foram direcionadas, apenas gostei de lê-las e tomei-as como se fossem para mim.
sábado, junho 26, 2010
Nunca
Vazio;
Gritos;
Vozes;
Frio;
Palavras;
Chuva;
Toques;
Lágrimas;
Silêncio;
Noite;
Sono;
Conversas;
Filmes;
Olhares;
Sorrisos;
Cobertas;
Calor;
Nunca;
Nunca;
Nunca.
Gritos;
Vozes;
Frio;
Palavras;
Chuva;
Toques;
Lágrimas;
Silêncio;
Noite;
Sono;
Conversas;
Filmes;
Olhares;
Sorrisos;
Cobertas;
Calor;
Nunca;
Nunca;
Nunca.
quinta-feira, junho 24, 2010
terça-feira, junho 22, 2010
domingo, junho 20, 2010
Escuridão
Quando eu entrei, o lugar estava em completa escuridão. Ela se encontrava em um canto deitada em um colchão velho, enrolada no edredon com o laptop desligado ao seu lado. Ela parecia não sair daquele quarto a dias. A acordei, e ela me fitou com um olhar vazio. Era como se a vida dela tivesse sido tirada a força. A ajudei a levantar, e com dificuldade ela entou. Podia-se notar que ela estava a dias sem comer. Me direcionei a uma janela para abrila, mas ela protestou. A luz do Sol não a agradava. Tirei da mochla umas barras de cereais que carregava comigo, e apesar da relutância, a forcei-a a comer pelo menos um pouco. Fiz com que ela ficasse de pé e a conduzi até a porta. A abri. Tentei levá-la até o lado de fora, mas falhei nessa tarefa. Ela não queria sair. Ela não queria ir a lugar algum. Com o pouco de força que tinha, ela me empurrou para fora, trancando a porta às minhas costas. Pude ouvir eal rastejando de volta ao colchão. Ela não queria ninguém. Ela apenas queria passar a eternidade sozinha. Ela só queria desaparecer para sempre.
Anjos / Demônios
Algumas pessoas a primeira vista se mostram como anjos, até que em certo momento suas faces são reveladas como verdadeiros demônios.
terça-feira, junho 15, 2010
Praia
Os cenários mudavam rapidamente enquanto ela acelerava o passo deixando tudo para trás. Chega a uma praia deserta, e suas pernas cansadas perdem as forças fazendo-a cair ajoelhada na areia. Seus pulmões doíam com o esforço que ela fazia para respirar. O Sol sumia aos poucos no horizonte deixando o céu com um tom alaranjado. Ela senta de frente para mar e olha as ondas brincarem em seu movimento enquanto a maré abaixava. Não se sabe quanto tempo ela ficou parada lá com o olhar desfocado em direção ao mar. Agora a Lua cheia brilhava alta no céu rodeada por brilhantes estrelas que decoravam a escuridão. Ela se levantou e andou até a beira do mar, enxeu o peito o máximo que conseguiu e gritou com toda a força que restava. Seus joelhos cederam fazendo-a cair novamente. Ela voltou para a parte seca da areia e deitou observando as formas que as estrelas faziam.
O Sol brilhava forte no dia seguinte, fazendo com que ela acordasse. Ela se levantou, tirou do corpo o máximo de areia possível, e caminhou para longe da praia rumando de volta para sua vida.
O Sol brilhava forte no dia seguinte, fazendo com que ela acordasse. Ela se levantou, tirou do corpo o máximo de areia possível, e caminhou para longe da praia rumando de volta para sua vida.
Frio
O frio não só a fazia temer por fora, estava congelando seu coração tornando-a insensível a tudo e todos.
segunda-feira, junho 14, 2010
Chuva
A chuva caia a noite enquanto ela virava mais uma página do livro que lia.
A literatura parecia interessante, mas a chuva a lembrava do dia que viria a seguir.
A literatura parecia interessante, mas a chuva a lembrava do dia que viria a seguir.
Perfeito imperfeito
O perfeito imperfeito continua sendo desejado. Não com a sede de antes, mas como uma distração para a monotonia da vida.
Seria diferente...
Seria diferente se não existisse distância?
Será que seria mesmo?
Será que você agiria diferente?
Será que eu me sentiria da mesma forma?
As vezes eu gosto de pensar que sim.
As vezes eu imagino como seria se estivessemos perto.
Claro que não são pensamentos espontâneos.
Esse tipo de coisa tem aparecido pela minha mente faz um tempo.
Pensamentos indesejados que aparecem quando menos espero.
Mas no final são apenas pensamentos, fantasias.
Porque eu sei que não seria diferente.
Já vivemos sem essa distância antes.
E mesmo com minha insistência, nada aconteceu.
Apesar de você ter concordado, nossos horários nunca batiam.
Sempre havia algo atrapalhando.
Agora ficam só as lembranças.
Ficam os pensamentos inesperados.
Ficam as imagens.
Fica tudo que tenho tão desesperadamente tentado esquecer.
Será que seria mesmo?
Será que você agiria diferente?
Será que eu me sentiria da mesma forma?
As vezes eu gosto de pensar que sim.
As vezes eu imagino como seria se estivessemos perto.
Claro que não são pensamentos espontâneos.
Esse tipo de coisa tem aparecido pela minha mente faz um tempo.
Pensamentos indesejados que aparecem quando menos espero.
Mas no final são apenas pensamentos, fantasias.
Porque eu sei que não seria diferente.
Já vivemos sem essa distância antes.
E mesmo com minha insistência, nada aconteceu.
Apesar de você ter concordado, nossos horários nunca batiam.
Sempre havia algo atrapalhando.
Agora ficam só as lembranças.
Ficam os pensamentos inesperados.
Ficam as imagens.
Fica tudo que tenho tão desesperadamente tentado esquecer.
quinta-feira, junho 10, 2010
Despedida
Na sala onde muitas notas foram tocadas, a tristeza se estabelecia. Hoje, as cadeiras que sempre estavam propriamente organizadas encontravam-se formando um círculo para que todos que nelas sentasse pudessem se ver. As partituras foram mantidas guardadas, e os instrumentos não foram tocados. Com o pesar no coração todos chegaram e se acomodaram em seus lugares. O dia que era para ser marcado por lágrimas foi levado com sorrisos pela conversa que levou pouco mais de uma hora. No final todos se abraçaram sabendo que talvez nunca mais veria alguns que ali estavam presente. No fim do dia, dando uma última olhada no local, todos foram embora para continuar suas vidas da melhor maneira possível deixando para trás e guardando na memória os momentos perfeitos que ali se passaram. As luzes foram apagadas, as portar foram trancadas Aquelas paredes nunca mais abrigariam uma família tão unida e feliz como a que agora deixava o lugar.
Confesso que algumas lágrimas me escaparam esta tarde. Eu teria deixado todas caírem livremente, mas acho que depois de chorar tanto por um único motivo as lágrimas secam e se recusam a cair.
Confesso que algumas lágrimas me escaparam esta tarde. Eu teria deixado todas caírem livremente, mas acho que depois de chorar tanto por um único motivo as lágrimas secam e se recusam a cair.
quinta-feira, junho 03, 2010
Sentença
A noite ela se encontrava em frente ao computador depois de um dia de trabalho e com as malas prontas para a pequena viagem que começaria cedo no dia seguinte. Alguém a chama no programa de conversação online. Mais uma notícia ruim lhe é dita. Mas não é culpa do mensageiro, o mesmo não se sente bem em saber e repassar a sentença. "Podem ser apenas boatos" - a nossa protagonista pensa, - "Eles não podem acabar com tudo assim, tem que ter um final apropriado". E é o que todos lá querem. Uma oportunidade de mostrar sua capacidade e dar o melhor de si fazendo o que mais amam! Ninguém está lá obrigado, cada um deles só está lá porque gosta, porque amam, porque sabe que aquele é um lugar único no mundo e que nunca vai achar um lugar como aquele em nenhum outro lugar.
Ela sabia que um dia esse sonho iria acabar para ela, só não queria que acabasse para todo o resto. Mas o que a perturbava não era o fim inevitável e sim o fato de ela não conseguir mais sentir o pesar, ela não sentia mais a dor da perda. Seu coração tem ficado cada vez mais congelado. A dor existia dentro dela. A dor de tudo que ela já perdeu, a dor de tudo que ela amava que foi destruído juntando-se com mais essa perda, mas não existiam lágrimas para serem derramadas.
Ela chegou em pensar nessa viagem como a última, a oportunidade de acabar com a dor para sempre, mas não, ela preferio aguentar a dor. Ela não iria perder a oportunidade de pisar naquele lugar uma última vez, ver as paredes amarelas da entrada e as paredes vinho e brancas da sala, as cadeiras azuis, seus companheiros que fizeram parte de sua vida por tanto tempo. Ela não podia sumir sem se despedir do lugar que foi a razão de sua vida durante seis anos.
Ao pensar nisso as lágrimas vieram junto com a dor física por tentar se conter. Ela deixou as lágrimas caírem silenciosamente enquanto sua pele se arrepiava com o frio que fazia naquela noite.
Ela se sentia mais calma. Tentava se concentrar na viagem do dia seguinte. Não pensava mais se seria a última. Ela só queria aproveitá-la ao máximo, aproveitar cada momento, mesmo sabendo que quando voltasse para sua cidade, tudo voltaria a desmoronar.
Ela pode chegar a não ter uma despedida apropriada, mas ela terá uma despedida, mesmo que singela. Isso tudo não vai acabar em branco como todo o resto.
Ela sabia que um dia esse sonho iria acabar para ela, só não queria que acabasse para todo o resto. Mas o que a perturbava não era o fim inevitável e sim o fato de ela não conseguir mais sentir o pesar, ela não sentia mais a dor da perda. Seu coração tem ficado cada vez mais congelado. A dor existia dentro dela. A dor de tudo que ela já perdeu, a dor de tudo que ela amava que foi destruído juntando-se com mais essa perda, mas não existiam lágrimas para serem derramadas.
Ela chegou em pensar nessa viagem como a última, a oportunidade de acabar com a dor para sempre, mas não, ela preferio aguentar a dor. Ela não iria perder a oportunidade de pisar naquele lugar uma última vez, ver as paredes amarelas da entrada e as paredes vinho e brancas da sala, as cadeiras azuis, seus companheiros que fizeram parte de sua vida por tanto tempo. Ela não podia sumir sem se despedir do lugar que foi a razão de sua vida durante seis anos.
Ao pensar nisso as lágrimas vieram junto com a dor física por tentar se conter. Ela deixou as lágrimas caírem silenciosamente enquanto sua pele se arrepiava com o frio que fazia naquela noite.
Ela se sentia mais calma. Tentava se concentrar na viagem do dia seguinte. Não pensava mais se seria a última. Ela só queria aproveitá-la ao máximo, aproveitar cada momento, mesmo sabendo que quando voltasse para sua cidade, tudo voltaria a desmoronar.
Ela pode chegar a não ter uma despedida apropriada, mas ela terá uma despedida, mesmo que singela. Isso tudo não vai acabar em branco como todo o resto.
Guerreira
Havia uma garota, a qual a vida a fez virar uma guerreira. Por muito tempo ela lutou. Foram longas batalhas, muitas delas perdidas, mas mesmo com as derrotas, ela se levantava. Sacudia a terra de sua roupa e com espada em punho ela se preparava para mais uma luta. Novos terrenos aparecia mas a guerra nunca terminava, sempre havia algo pelo que valia a pena lutar. E ela continuava avançando a cada golpe brigando pelo que amava. Até que um dia forças superiores resolveram destruir o motivo que a fazia viver. O que já desmoronava na vida da jovem ficou pior. Ela perdeu as esperanças. Derrotada, abaixou os braços, a espada escorreu por seus dedos atingindo o chão, seu corpo exausto caiu pesadamente. O sangue ainda corria pro suas veias, mas seu coração estava despedaçado. Na terra ela estava deitada, com respiração fraca, imóvel, observando as nuvens passarem enquanto lágrimas caíam de seus olhos. Ela não queria mais levantar. Ela não queria mais lutar. Não mais.
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