sexta-feira, dezembro 31, 2010
sexta-feira, dezembro 17, 2010
segunda-feira, dezembro 06, 2010
Queria..
Queria não ter que ouvir sobre certas coisas, ainda dói demais.
Queria poder dizer o que sinto, mas não vale a pena.
Queria não ter que me machucar mais, as cicatrizes já são demais.
Queria poder voltar no tempo e fazer tudo diferente, mas isso é impossível.
Queria poder esquecer muito, mas as memórias me perseguem.
Queria estar longe desse lugar, mas as correntes são fortes demais.
Queria ser deixada em paz, mas as sombras me seguem aonde vou.
Queria que desistir fosse fácil, mas nem pra isso tenho mais forças.
Mas isso é a vida.
Sempre querer e nunca conseguir.
Queria poder dizer o que sinto, mas não vale a pena.
Queria não ter que me machucar mais, as cicatrizes já são demais.
Queria poder voltar no tempo e fazer tudo diferente, mas isso é impossível.
Queria poder esquecer muito, mas as memórias me perseguem.
Queria estar longe desse lugar, mas as correntes são fortes demais.
Queria ser deixada em paz, mas as sombras me seguem aonde vou.
Queria que desistir fosse fácil, mas nem pra isso tenho mais forças.
Mas isso é a vida.
Sempre querer e nunca conseguir.
sábado, dezembro 04, 2010
Imaginem...
Imaginem uma simples família morando em uma casinha no subúrbio do Rio de Janeiro. Pai, mãe e três filhas, duas adolescentes e uma criança. Era uma rua até que tranquila. Uma ladeira com adolescentes conversando na porta de casa e crianças brincando soltas pela rua.
Um dia, no lado oposto da casa dessa família havia uma Kombi fechada estacionada, e todos na rua sabiam que aquela Kombi era roubada. Chegando a noite, aparece nessa rua homens que moravam na área e pedem para os adolescentes e crianças entrarem em casa e fecharem tudo. As pessoas obedecem. Esses homens eram conhecidos como Justiceiros, protetores do bairro. Um tempo depois, a família já dentro de casa, cada um ocupado com suas próprias vidas, começa a ouvir tiros do lado de fora. Os Justiceiros haviam colocado os ladrões dentro da Kombi branca roubada que estava do outro lado da rua e descarregavam suas munições no grande alvo. Todos dentro da casa param quietos ao som das balas saindo dos canos fumegantes e perfurando a lataria do carro. Em meio aos tiros, protegida dentro de casa a criança da famíla, com o máximo de frieza que possa existir em alguém com menos de dez anos de idade diz: "Bem Feito.". Ninguém na casa comenta o que a criança disse, continuam todos quietos esperando os tiros cessarem. O dia seguinte chega, e do outro lado da rua os únicos restos são cacos de vidros pela calçada e entre os vãos do parelelepípedo. Os Justiceiros haviam feito sua parte.
E essa criança era eu.
Apenas uma memória da minha infância.
Um dia, no lado oposto da casa dessa família havia uma Kombi fechada estacionada, e todos na rua sabiam que aquela Kombi era roubada. Chegando a noite, aparece nessa rua homens que moravam na área e pedem para os adolescentes e crianças entrarem em casa e fecharem tudo. As pessoas obedecem. Esses homens eram conhecidos como Justiceiros, protetores do bairro. Um tempo depois, a família já dentro de casa, cada um ocupado com suas próprias vidas, começa a ouvir tiros do lado de fora. Os Justiceiros haviam colocado os ladrões dentro da Kombi branca roubada que estava do outro lado da rua e descarregavam suas munições no grande alvo. Todos dentro da casa param quietos ao som das balas saindo dos canos fumegantes e perfurando a lataria do carro. Em meio aos tiros, protegida dentro de casa a criança da famíla, com o máximo de frieza que possa existir em alguém com menos de dez anos de idade diz: "Bem Feito.". Ninguém na casa comenta o que a criança disse, continuam todos quietos esperando os tiros cessarem. O dia seguinte chega, e do outro lado da rua os únicos restos são cacos de vidros pela calçada e entre os vãos do parelelepípedo. Os Justiceiros haviam feito sua parte.
E essa criança era eu.
Apenas uma memória da minha infância.
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