domingo, maio 23, 2010
Terremoto
A terra tremia abalando toda a cidade. Pessoas corriam em todas as direções tentando achar um lugar seguro para se abrigar. Motoristas perdiam controle de seus carros fazendo-os colidir com outros veículos. O chão se abria em grandes rachaduras que cresciam até se tornarem precipícios sem fim. O terror tomava a cidade enquanto a natureza fazia seu trabalho e limpeza. Mas o pânico não me atingia. Apesar do equlíbrio afetado pelo balanço da terra eu continuava a me mover até a cratera mais próxima. Os gritos temerosos ficavam cada vez mais longe enquanto, de braços abertos, eu deixava meu corpo cair na escuridão eterna.
Dá para viver assim?
Já me disseram para parar de me desculpar tanto pelas coisas. Já me disseram para eu olhar para mim mesma e falar "eu sou foda". Já me disseram para eu ter orgulho de mim mesma. Mas como eu posso fazer tudo isso se tenho uma existência insignificante? Nada que eu faço está certo, nada que eu faço é valorizado. E por mais que eu faça algo sou sempre taxada como a que não faz nada. Da para viver assim? Sinceramente não sei se aguento mais...
Só quero uma overdose...
Só quero uma overdose...
sexta-feira, maio 21, 2010
Palco
No palco amanhã estarão as notas mais tristes tocadas por aqueles que estão perdendo o que mais amam.
quinta-feira, maio 20, 2010
Força de vontade
E ela se mantinha sentada. Suas mãos fechadas e músculos contraídos usando toda sua força de vontade para não deixar lágrimas cairem e não agredir de quem vos falava.
Massacre
Os corpos continuavam intactos, mas no chão via-se as almas dilaceradas e seu sangue prateado saindo pelos ferimentos impiedosamente feitos.
Os responsáveis pelo massacre festejavam em volta com adagas em uma mão e uma taças de vinho na outra.
Os responsáveis pelo massacre festejavam em volta com adagas em uma mão e uma taças de vinho na outra.
Início de um fim...
"E estavam todos lá, sentados no fundo da sala, ouvindo a notícia com lágrimas nos olhos, dor no coração e muita revolta. Motivos, soluções e protestos eram discutidos, mas nada explicava a atitute que estava sendo tomada.
Em uma tarde sonhos foram destruídos, almas foram dilaceradas e toda uma família foi apunhalada no coração por perder o que mais amavam."
Em uma tarde sonhos foram destruídos, almas foram dilaceradas e toda uma família foi apunhalada no coração por perder o que mais amavam."
quarta-feira, maio 19, 2010
Lágrimas
"As lágrimas continuavam a cair descontroladamente tentando acalmar uma alma que gritava em desespero."
terça-feira, maio 18, 2010
Água
"...E a água lavava as lágrimas que caiam em um momento em que a dor consumia seu corpo."
Dias ruins estão chegando...
Droga... Como eu odeio meus pressentimentos...
Dias ruins estão chegando...
Droga... Como eu odeio meus pressentimentos...
segunda-feira, maio 17, 2010
Um caso da detetive Sophie Miller
"Um corpo foi achado na beira da estrada 34 no quilômetro 184, precisamos de você lá!" - Era o que dizia a voz do outro lado do telefone. Droga, acabei de chegar em casa e já tenho que sair... Cheguei no local onde estava o corpo ainda comendo o cheesburguer que tinha pego no drive thru de uma lanchonete no caminho.
-Cadê o corpo? - perguntei ao primeiro policial que encontrei.
-Boa noite detetive Miller, chegou uma denúncia na delegacia...
-Isso eu sei, quero saber onde está o corpo!
-A perícia já veio? - Perguntei enquanto levantava o pano que cobria o cadáver usando luvas descartáveis da caixa que sempre carrego no meu carro.
-Não, mas já está a caminho.
"Jovem com vinte e poucos anos, pele branca, cabelos pretos..." - vou ditando para meu gravador enquanto vejo o corpo. - “... algumas tatuagens e piercings, tem cerca de 1 metro e 60 centímetros de altura e veste roupas simples pretas e está descalça."
-Acharam algum pertence com ela? Alguma bolsa, celular ou documento? - Perguntei qualquer um que estava por perto.
-Aquela mochila estava caída perto do corpo quando chegamos. - Disse um outro policial que estava por perto.
Abro a mochila e dentro encontro uma carteira com alguns trocados e documentos. “Sarah Davis” – dizia um dos documentos. “Nascida em 1987".
Ei você! – Falo apontando pro policial desocupado que está mais próximo. – Quero que você ache a família dela. – E assim deixei os documentos na mão dele e voltei para o corpo. Virei-a de lado e achei onde a bala tinha entrado. Um pequeno furo do lado direito da cabeça e uma grande poça de sangue se misturando com a terra e as folhas caídas no chão.
-Alguém aí tem uma lanterna? – Gritei para quem pudesse ouvir. Me deram uma lanterna grande e andei por perto do procurando pegadas ou algo que indicasse o caminho que o assassino tinha feito para ir embora. Não precisei andar para longe e logo achei uma arma. Um revólver Rossi calibre 38 não muito longe da mão da garota. Felizmente não foi difícil resolver esse caso. Suicídios são os mais fáceis de desvendar.
-Cadê o corpo? - perguntei ao primeiro policial que encontrei.
-Boa noite detetive Miller, chegou uma denúncia na delegacia...
-Isso eu sei, quero saber onde está o corpo!
-A perícia já veio? - Perguntei enquanto levantava o pano que cobria o cadáver usando luvas descartáveis da caixa que sempre carrego no meu carro.
-Não, mas já está a caminho.
"Jovem com vinte e poucos anos, pele branca, cabelos pretos..." - vou ditando para meu gravador enquanto vejo o corpo. - “... algumas tatuagens e piercings, tem cerca de 1 metro e 60 centímetros de altura e veste roupas simples pretas e está descalça."
-Acharam algum pertence com ela? Alguma bolsa, celular ou documento? - Perguntei qualquer um que estava por perto.
-Aquela mochila estava caída perto do corpo quando chegamos. - Disse um outro policial que estava por perto.
Abro a mochila e dentro encontro uma carteira com alguns trocados e documentos. “Sarah Davis” – dizia um dos documentos. “Nascida em 1987".
Ei você! – Falo apontando pro policial desocupado que está mais próximo. – Quero que você ache a família dela. – E assim deixei os documentos na mão dele e voltei para o corpo. Virei-a de lado e achei onde a bala tinha entrado. Um pequeno furo do lado direito da cabeça e uma grande poça de sangue se misturando com a terra e as folhas caídas no chão.
-Alguém aí tem uma lanterna? – Gritei para quem pudesse ouvir. Me deram uma lanterna grande e andei por perto do procurando pegadas ou algo que indicasse o caminho que o assassino tinha feito para ir embora. Não precisei andar para longe e logo achei uma arma. Um revólver Rossi calibre 38 não muito longe da mão da garota. Felizmente não foi difícil resolver esse caso. Suicídios são os mais fáceis de desvendar.
domingo, maio 16, 2010
Independência
Nunca pensei que meu desejo por independência fosse negativamente afetar terceiros... Não era essa a minha intenção.
quarta-feira, maio 12, 2010
Curioso...
Curioso como no dia em que eu resolvo sair para andar sozinha pelo gonzaga e ir ao cinema acabo encontrando várias pessoas que conheço mas não fazem parte da minha vida. É como se alguém estivesse tentando me mostrar que não adianta eu tentar ficar sozinha, sempre vai ter alguém por perto.
terça-feira, maio 11, 2010
Mudanças
Eram calças jeans, cintos de rebite, acessórios em couro, spikes, correntes, maquiagem pesada, cuturnos, all stars, blusas de rock, cabelos curtos, desarrumados e coloridos, unhas pretas, roupas velhas e desbotadas. Saía em todos os dins de semana, bebia sempre que podia, fumava, comia besteiras, não ligava para nada. Tudo o que ela queria era diversão, noitadas sem fim, muito rock'n'roll e um copo de cerveja na mão. Mas agora tudo mudou. A maquiagem está mais suave, suas roupas mais comportadas. Os jeans raagados, blusas desbotadas e acessórios em couro são tirados do armário as vezes, revezando com roupas mais arrumadas e sempre com o desejo por roupas mais sofisticadas. As noitadas diminuiram para poucas por ano preferindo sair durnate o dia para passeios mais tranquilos regados de conversas. Ainda usa osall stars e gosta muito deles, mas têm sempre o desejo por lindos sapatos de salto que por enquanto estão longe de seu alcance. Agora usa cabelos compridos em uma única cor discreta, com cortes que favorecem seus fios ondulados e sempre pensando em maneiras para deixá-los mais bonitos. As unhas sempre curtas e agora vermelhas, sempre cuidadosamente feitas. Bebe com moderação preferindo a degustação ao consumo em excesso. Procura por uma alimentação mais leve e saudável e agora se preocupa com a saúde de seu corpo, Vê exercícios físicos como uma maneira de se manter em forma e pronta para qualquer desafio pesado que lhe apareça. Se preocupa com seu futuro acreditando em sua capacidade linguística e de escrita, mas sem deixar seus sonhos de lado. Tenta semper ser a melhor pessoa possível mesmo falhando na maioria das vezes. Carrega com sigo as melodias que dão sentido a sua vida. As tatuageds e piercings adquiridos permanecem intactos e aumentam em número com o passar do tempo, mantidos como provas de sua verdadeira personalidade e lembrando-a de que realmente é.
Dez anos se passaram desde que ela chegou na cidade. Passou por muitos desafios, conheceu diferentes pessoas, teve diversas experiências e passou por muitas fases. Tudo a levou até onde está agora. Anos de aprendizado e evolução contínua a fizeram ser quem ela é hoje. E mesmo que se arrepeda ou se envergonhe de alguns fatos passados, nào os mudaria.
Da menina rebelde à garota comportada, ou quase...
Muito mudou, mas o orgulho de ser quem é permanece o mesmo.
Dez anos se passaram desde que ela chegou na cidade. Passou por muitos desafios, conheceu diferentes pessoas, teve diversas experiências e passou por muitas fases. Tudo a levou até onde está agora. Anos de aprendizado e evolução contínua a fizeram ser quem ela é hoje. E mesmo que se arrepeda ou se envergonhe de alguns fatos passados, nào os mudaria.
Da menina rebelde à garota comportada, ou quase...
Muito mudou, mas o orgulho de ser quem é permanece o mesmo.
domingo, maio 09, 2010
Julgar
É tão fácil para as pessoas julgarem,
Olhar pro próximo e criticar,
Como se soubessem o que acontece na vida de todos.
Só que,
Essas pessoas não vêem pelo que o próximo passa,
O que ele tem que agüentar.
E também não sabem como algumas palavras
podem realmente machucar.
É muito fácil julgar.
Mas não é nada fácil ser julgado.
É fácil olhar pro próximo,
E dar uma solução para seus problemas.
Mas não é nada fácil saber
Se aquela solução irá realmente funcionar.
Não é fácil saber se aquela solução,
É a adequada para aquela pessoa.
É fácil olhar e dizer que a vida é fácil,
Que tudo vai ficar bem.
Mas quem disse que isso é verdade?
Quem disse que essas palavras são verdadeiras?
Palavras...
Palavras que são ditas em vão;
Palavras impensadas;
Que machucam;
Humilham;
Magoam.
Palavras que nos fazem sentir como se nada mais importasse.
Mas é assim que a vida funciona, não é mesmo?!
Criticamos o próximo,
Desejando nunca sermos criticados.
Julgamos o próximo,
Desejando nunca sermos julgados.
Faz parte da natureza humana.
Olhar para o próximo,
E não para si mesmo.
Pode não ser o certo,
Mas é assim que a vida funciona.
Vida...
Viver...
Sonhar...
Julgar...
Sofrer...
Chorar...
Morrer...
É para isso que estamos aqui?
Para sofrer?!
Para procurar a felicidade?!
Sem mesmo sabermos o que é felicidade.
Felicidade...
O que é isso?
Um sentimento?
Uma ilusão?
O desejo de que tudo seja perfeito
Sendo que não existe perfeição.
Vivemos com medo da verdade.
E por isso julgamos;
Por isso mentimos,
Iludimos.
Prometemos coisas que estão fora do nosso alcance;
Pensando estar fazendo a coisa certa.
Mas o que é certo?
O que é certo para uns pode não ser para outros.
Então o que é certo?
Viver?
Julgar?
Tentar?
Sonhar?
Será que realmente vivemos?
Ou isto é apenas uma ilusão?
Olhar pro próximo e criticar,
Como se soubessem o que acontece na vida de todos.
Só que,
Essas pessoas não vêem pelo que o próximo passa,
O que ele tem que agüentar.
E também não sabem como algumas palavras
podem realmente machucar.
É muito fácil julgar.
Mas não é nada fácil ser julgado.
É fácil olhar pro próximo,
E dar uma solução para seus problemas.
Mas não é nada fácil saber
Se aquela solução irá realmente funcionar.
Não é fácil saber se aquela solução,
É a adequada para aquela pessoa.
É fácil olhar e dizer que a vida é fácil,
Que tudo vai ficar bem.
Mas quem disse que isso é verdade?
Quem disse que essas palavras são verdadeiras?
Palavras...
Palavras que são ditas em vão;
Palavras impensadas;
Que machucam;
Humilham;
Magoam.
Palavras que nos fazem sentir como se nada mais importasse.
Mas é assim que a vida funciona, não é mesmo?!
Criticamos o próximo,
Desejando nunca sermos criticados.
Julgamos o próximo,
Desejando nunca sermos julgados.
Faz parte da natureza humana.
Olhar para o próximo,
E não para si mesmo.
Pode não ser o certo,
Mas é assim que a vida funciona.
Vida...
Viver...
Sonhar...
Julgar...
Sofrer...
Chorar...
Morrer...
É para isso que estamos aqui?
Para sofrer?!
Para procurar a felicidade?!
Sem mesmo sabermos o que é felicidade.
Felicidade...
O que é isso?
Um sentimento?
Uma ilusão?
O desejo de que tudo seja perfeito
Sendo que não existe perfeição.
Vivemos com medo da verdade.
E por isso julgamos;
Por isso mentimos,
Iludimos.
Prometemos coisas que estão fora do nosso alcance;
Pensando estar fazendo a coisa certa.
Mas o que é certo?
O que é certo para uns pode não ser para outros.
Então o que é certo?
Viver?
Julgar?
Tentar?
Sonhar?
Será que realmente vivemos?
Ou isto é apenas uma ilusão?
sábado, maio 01, 2010
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